Discover the genuine taste of an Algarve tradition

In search of the best insider tips and secrets to share with the world, we have found a small fish cannery craft in the Algarve that produces, with love and affection, delicious fillets of anchovy. BIKE MY SIDE AND ENJOY THE RIDE | TRAVEL AND LEISURE BLOG PORTUGAL

In search of the best insider tips and secrets to share with the world, we have found a small cannery craft in the Algarve that has behind it a moving family history and produces, with love and affection, delicious fillets of anchovy.

For those who do not know, the anchovy is a small bluish fish, from which you can make fillets, that when processed in an artisan way – based on a whole ancestral tradition and the enormous heritage that the canning industry left to those who worked there in the Algarve – turn into a delicious delicacy, ideal as an entrée or snack, seasoned with garlic and accompanied by a cold beer or a good fresh green wine.

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The story of the Filetes de Biqueirão Avô Luís is also the story of the canning industry in the Algarve and Carla, a woman of arms with a pleasant smile, who gives herself body and soul to all the projects she embraces and dedicates to them, all affection.

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Let her story be told in her own words… It’s up to us to present her in a small biographical note…

Carla Isabel de Jesus Serol was born on October 13, in 1976. She is the youngest of six siblings. Daughter of Deolinda Boiças and Luís Serol. She has been married for 18 years to Mario, who is her biggest support in this project. Mother of three boys 13, 9 and 4 years old, she is a native of Lagoa, in the Algarve where she works as an administrative assistant in the Social Action Unit of the Municipality. She has lived in Armação de Pêra for 18 years but her whole life revolves around the city of Lagoa, where she works, where the children study and go to the day care. She participates actively in the social and political life of her city, having assumed in October 2017 the position of President of the Assembly of the Union of Parishes of Lagoa and Carvoeiro. Currently, studying Social Sciences at the Open University, aims to be gradueted in Social Work.

“The anchovy was always something very present in my house. It was an acquired fact, something that appeared year after year at the hands of my parents, as a tradition.

My mother worked in the fish canning industry. In fact, she worked in almost all the fish canning factories that existed at the time in the municipality of Lagoa. And believe me, there were many! Also my paternal grandmother, who I never knew, worked in many of these same factories.

All the knowledge they had, not only about the preparation of the anchovy but also of many other processes of fish preservation, passed it on to my father. And it was in this way that the tradition of the preparation and stowage of anchovy remained in my family.

Driven by my father, who was a man who liked a good snack and anchovy in particular, my mother continued to prepare the fish my father brought. She did it almost in a contradictory way, a reflection of many years of factory work, of many hours of standing and working with employers who were not always pleasant, of years that were not at all removed from a fairy tale. But still, she did it as if she had never stopped doing it. She did it like nobody else!

And so it was for many years, until the sad date when we had to say goodbye to my mother.

In the following years, my father kept the tradition alone. The result was 20 to 30 bottles he distributed warmly to his children and some close friends. My father was an extraordinarily generous man.

With the departure of my mother, we talked many times that he could not leave us without sharing the testimony of the anchovy to someone. We agreed that next summer we would do it together, so that I, besides the theory, would learn all the practice of the process. But life turned us around, and “next summer” did not came to my father.

I promised him still in life that I would do it without him. And so I did it! The next summer I prepared my first batch of anchovy, with only my heart in mind. And the power of love is amazing … as if I was guided, I made the first 30 bottles of the Filetes de Biqueirão Avô Luís. With the success in sight and the search I had for more product, I decided to continue what began as a promise of love.

At this moment, the Filetes de Biqueirão Avô Luís have come to stay. We have a small business on the rise, to which I foresee much success and which already includes a small canning craft. “

The stew of the anchovy (treatment of the fish after the brine that will give rise to the delicious snack) is in fact a totally handcrafted process that involves a lot of time, work, patience and, above all, a lot of dedication.

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This is the secret of the Filetes de Biqueirão Avô Luís – commitment in the ambition of keeping these traditional flavours alive, and a true example, that good traditional products require soul, dedication, and lots of love.

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If you wish to taste this delicacy, of limited production, you can for now, find it only through Facebook in Filetes de Biqueirão – Avô Luís.

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Bom apetite! (we do not need translation for this part!)

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O sabor genuíno de uma tradição algarvia, Filetes de Biqueirão Avô Luís

Encontrámos uma pequena conserveira artesanal no Algarve que produz com muito amor e carinho, deliciosos filetes de biqueirão. BIKE MY SIDE AND ENJOY THE RIDE | BLOG DE LAZER E VIAGENS POR CÁ

Na procura das melhores dicas e segredos para partilhar com o mundo, encontrámos uma pequena conserveira artesanal no Algarve que tem por detrás uma comovente história familiar e que produz, com muito amor e carinho, deliciosos filetes de biqueirão.

Para quem não sabe, o biqueirão é um peixe azulado de pequeno porte, a partir do qual se podem fazer filetes, que processados de modo artesanal – tendo como base toda uma tradição ancestral e a enorme herança que a indústria conserveira deixou a quem nela trabalhou – se transformam numa deliciosa iguaria, ideal como entrada ou lanche, temperada com alho e acompanhada por uma cerveja gelada ou um bom vinho verde fresco.

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A história dos Filetes de Biqueirão Avô Luís, é também, a história da indústria conserveira no Algarve e de Carla, uma mulher de armas e de sorriso agradável, que se entrega de corpo e alma a todos os projectos que abraça e a eles dedica, todo o seu carinho.

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Vamos deixar que a sua história, seja contada pelas suas próprias palavras, cabendo-nos somente, apresentá-la, numa pequena nota biográfica…

Carla Isabel de Jesus Serol nasceu a 13 de outubro de 1976. É a mais nova de seis irmãos. Filha de Deolinda Boiças e Luís Serol. É casada há 18 anos com Mário, que é o seu maior apoio neste projeto e mãe de três rapazes de 13, 9 e 4 anos. É natural de Lagoa, no Algarve onde trabalha como assistente administrativa na Unidade de Ação Social do Município. Vive em Armação de Pêra há 18 anos, mas toda a sua vida gira em volta da cidade de Lagoa, onde trabalha, onde estudam os filhos e frequentam a creche. Participa ativamente na vida social e política do seu concelho, tendo assumido em outubro de 2017, o cargo de Presidente da Assembleia da União de Freguesias de Lagoa e Carvoeiro. Atualmente, a estudar Ciências Sociais na Universidade Aberta, tem como objetivo, licenciar-se em Serviço Social.

“O biqueirão foi sempre algo muito presente na minha casa, desde sempre. Foi um dado adquirido, algo que surgia ano após ano pelas mãos dos meus pais, como uma tradição que se mantinha.

A minha mãe fora na sua juventude conserveira. Trabalhou em quase todas as fábricas de conserva de peixe que existiam na altura no concelho de Lagoa. E acredite-se, eram muitas! Também a minha avó paterna, que nunca conheci, trabalhou como conserveira em muitas destas mesmas fábricas.

Todo o conhecimento que tinham, não só quanto à preparação do biqueirão mas também de muitos outros processos de conserva de peixe, passaram-no ao meu pai. E foi desta forma, que a tradição da preparação e estiva do biqueirão se manteve na minha família.

Impulsionada pelo meu pai, que era um homem que gostava de um bom petisco e de biqueirão particularmente, a minha mãe lá preparava o peixe que o meu pai trazia. Fazia-o de forma quase contrariada, reflexo de muitos anos de fábrica, de muitas horas de pé a arranjar peixe, de feitores que nem sempre eram agradáveis, de anos que não foram de todo retirados de um conto de fadas. Mas ainda assim, fazia-o como se nunca o tivesse deixado de fazer. Fazia-o como ninguém!

E assim foi durante muitos anos, até à triste data em que tivemos que nos despedir derradeiramente da minha mãe.

Nos anos seguintes, o meu pai manteve a tradição, sozinho. O resultado era 20 a 30 frascos que ele distribuía calorosamente pelos filhos e por alguns amigos mais chegados. O meu pai era um homem extraordinariamente generoso.

Com a partida da minha mãe, conversámos muitas vezes de que ele não poderia partir sem deixar o testemunho do biqueirão a alguém. Combinamos que no próximo Verão, o faríamos em conjunto, para que eu, além da teoria, aprendesse toda a prática do processo. Mas a vida trocou-nos a voltas, e o “próximo Verão” não chegou para o meu pai.

Prometi-lhe ainda em vida, que o faria mesmo sem ele. E assim o fiz! No verão seguinte preparei o meu primeiro lote de biqueirão, tendo como mentor apenas o coração. E é incrível o poder do amor… como se tivesse a ser guiada, elaborei os primeiros 30 frascos dos Filetes de Biqueirão Avô Luís. Com o sucesso à vista e a procura que tive por mais produto, decidi continuar aquilo que começou por ser uma promessa de amor.

Neste momento, as Flietes de Biqueirão Avô Luís vieram para ficar. Temos um pequeno negócio em ascensão, ao qual prevejo muito sucesso e que engloba já uma pequena conserveira artesanal.”

A estiva do biqueirão (tratamento do peixe após a salmoura que depois dará origem ao delicioso petisco) é na verdade, um processo totalmente artesanal que envolve muito tempo, trabalho, paciência e acima de tudo, muita dedicação.

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É este o segredo dos Filetes de Biqueirão Avô Luís – muito empenho, na ambição de querer manter estes sabores tradicionais, tão algarvios, e um verdadeiro exemplo, de que os bons produtos tradicionais requerem alma, dedicação, e, muito amor.

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Se desejar degustar esta iguaria, de produção limitada, poderá por enquanto, encontrá-la somente através do Facebook em Filetes de Biqueirão – Avô Luís.

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Bom apetite!

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As maravilhas de Lagoa do Algarve

10 Maravilhas de Lagoa do Algarve vão estar a concurso. Comece aqui a sua descoberta e eleja as suas 5 favoritas até 31 de Agosto.
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Lagoa é já bem conhecida pelas suas belas praias, artesanato e vinho. Mas, há muito mais para descobrir… Povoações históricas, deslumbrantes paisagens naturais, igrejas seculares, conventos intimistas, entre outros sítios e monumentos, reveladores da cultura, história e tradições deste concelho algarvio, merecedores sem dúvida, de uma visita.

Agora, 10 destas maravilhas vão estar a concurso para eleger as 5 derradeiras “Maravilhas do Património do Concelho de Lagoa”. A votação decorre até 31 de Agosto e os vencedores serão conhecidos a 2 de Setembro.

Aqui fica a lista das maravilhas a concurso para que as possa visitar e fazer a sua escolha.

1. Paisagem Natural da Orla Costeira – Algar de Benagil, Praia da Marinha, Algar Seco

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2. Promontório da Senhora da Rocha

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3. Igreja de Nossa Senhora da Encarnação (Porches)

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4. Convento de S. José (Lagoa)

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5. Igreja de Nossa Senhora da Luz (Lagoa)

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6. Igreja de São Tiago (Estômbar)

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7. Igrejas da Misericórdia: Lagoa e Estômbar

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8. Parque Municipal do Sítio das Fontes

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9. Capela de Santo António (Mexilhoeira da Carregação)

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10. Casco urbano tradicional de Ferragudo

Bike my Side Algarve in Ferragudo

Ainda vai a tempo de partir à descoberta destas maravilhas algarvias. Depois, é só deixar o seu voto aqui. O convite para participar na escolha das “5 Maravilhas do Concelho de Lagoa” é alargado a todos os cidadãos, portugueses e estrangeiros residentes no concelho ou não. 

 E já agora, não se esqueça de partilhar as fotografias da sua experiência no nosso Instagram e Facebook! #bikemyside_tours

Bom passeio por terras de Lagoa do Algarve!